Logo

11946 - DA GEOPOLÍTICA AO IMPERIALISMO. COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS E O PRÉ-SAL BRASILEIRO

Nossa existência é marcada pela aparência. Mãe de todas as especialidades esta jamais consegue transcender aos determinantes mais profundos, mais estruturais e menos ainda as mediações da realidade. E talvez nenhum momento de nossas relações sociais seja mais tomado pela aparência do que as especialidades acadêmicas, os especialistas. Neste pequeno universo acadêmico das especialidades a prisão da aparência manifesta-se com o limitado escopo dos pesquisadores. O resultado é não mais apreender a racionalidade da totalidade e, com isso, não perceber todo o sistema socioeconômico vivido e como o mesmo universo acadêmico é seu reprodutor intelectual. Resultam discussões que não extraem o sumo dos problemas, a raiz das questões. A problemática energética, neste sentido, é premente. Isso tem não só explicação como também raízes bem precisas. Sem a dimensão crítica da aparência e das especialidades posta acima recuperar-se-á jamais a dimensão histórica do fenômeno buscando explicar suas raízes.            

O modo de produção capitalista[1] desenvolve-se vagarosamente a partir do declínio da instituição feudal na Europa Ocidental que começa a ocorrer nos séculos XII e XIII. Retomada do comércio marca este momento assim com a circulação monetária ampliada. As Cruzadas têm papel de destaque no sentido de estimular, mas não promover, dar origem ao fenômeno do comércio. Elas são mais efeito do que causa do fenômeno histórico que levaria à formação de grandes fortunas e riquezas.[2] No entanto, apesar de estimulante e, sobretudo interessante esta via seguida, ela não pode nem de longe ser alçada: estaríamos completamente fora do tema. Adiante alertaremos, entretanto, o motivo de fazer este aporte histórico ...

Author: Doti, Marcelo Micke (Brazil / Brasilien)

Back

University of Vienna | Dr.-Karl-Lueger-Ring 1 | 1010 Vienna | T +43 1 4277 17575