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7623 - Segregação Espacial, Mercado de Trabalho e Pobreza na Cidade de Belo Horizonte

Belo Horizonte e considerada uma Cidade segregada. Diante dessa realidade, decidimos analisar os possíveis efeitos dessa segregação espacial no mercado de trabalho, mais especificamente sobre a desigualdade de rendimentos. Nós temos duas questões de pesquisa principais: 1) Morar em uma "favela" tem algum efeito líquido sobre os ganhos esperados dos indivíduos? 2) Se há, pode-se afirmar alguma diferença se a "favela" onde se vive é perto do centro ou na periferia da cidade? A fim de avaliar os problemas de nossa pesquisa, analisamos os micro-dados do censo de 2000. Depois de discutir a literatura sobre capital social, segregação espacial e mercados de trabalho, propomos a hipóteses de investigação: 1) mantendo as outras variáveis ​​constantes, viver em uma "favela" tem um efeito negativo sobre os ganhos esperados e; 2) aqueles que vivem nas favelas periféricas têm menor expectativa de rentabilidade do que aqueles que vivem em "favelas" que são mais centrais. Estimamos duas diferentes funções de regressão OLS e nossos resultados mostram que: 1) viver em uma "favela" diminui os rendimentos indivíduais em cerca de 11%, e, 2) aqueles que vivem em uma favela central tem a expectativa de rentabilidade que são quase 7% mais elevados do que aqueles que vivem na periferia. Baseado em nossos resultados, podemos ver que a segregação espacial tem um efeito líquido sobre os ganhos individuais na Cidade de Belo Horizonte. Mais especificamente, podemos concluir que viver em "favelas" é uma desvantagem para uma chance de escapar da pobreza, e também que aqueles que vivem na mais periféricas "favelas" são ainda mais desfavorecidos.

Keywords: Segregação Espacial, Mercado de Trabalho, Pobreza

Author: Timóteo, Geraldo (Universidade Estadual do Norte Fluminense - UENF, Brazil / Brasilien (BRZ))

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