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6573 - DOENÇAS MENTAIS ENTRE OS INCAS E GUARANIS NO SÉCULO XVII

Sabemos que grupos indígenas tratavam as doenças através de práticas mágico-religiosas aliadas ao uso de plantas medicinais e outros produtos. No caso das doenças mentais não foi distinto e nesta pesquisa procuramos vislumbrar nos documentos produzidos no período colonial peruano e brasileiro, que doenças mentais os Incas e os Guaranis conheciam e de que maneira as tratavam. O século XVII é importante para essa análise comparativa, pois os jesuítas receberam autorização do Papa Gregório XIII para praticar a medicina em 1576, exercendo-a em hospitais, comunidades e também nas reduções. As campanhas de Extirpação de Idolatrias no Peru começam nesse período e, entre outras coisas, perseguem aqueles que praticam a medicina-mágica, que é a mistura do uso de plantas medicinais e o ritual no processo curativo. Como o conhecimento jesuítico em relação a essas enfermidades e ao processo de cura era distinto do indígena, neste estudo poderemos perceber também essas diferenças. Utilizando os documentos produzidos por jesuítas, as crônicas e ainda os processos de Extirpação de Idolatrias nos aproximaremos a essas práticas culturais que foram compartilhadas por indígenas e europeus no século XVII.

Palavras-chaves: Medicina-mágica; doenças mentais; Incas; Guaranis; jesuítas.

Autores: Portugal, Ana Raquel (Universidade Estadual Paulista, Brazil / Brasilien)

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