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8168 - Índios Guarani Ñandeva: mobilização política, cultura e identidade

Este trabalho tem como objetivo principal discutir o devir recente dos Guarani Ñandeva no Oeste do Paraná em decorrência da construção da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional. Duas questões básicas nortearam a pesquisa: as estratégias estatais visando desconfigurar a região enquanto um espaço indígena; e a trajetória de mobilização política dos Guarani que resultou na demarcação das duas reservas indígenas no Oeste do Paraná, Santa Rosa do Oco´y e Tekoha Añetete . Com a construção da Usina a comunidade indígena foi reconhecida oficialmente pela Funai e passou a ser tutelada por este órgão estatal. Depois de muitas negociações entre Usina, Funai e os índios, os Guarani foram assentados numa pequena área considerada imprópria para a sua organização socio-espacial. Todavia, foi nesse novo estabelecimento que eles reelaboraram suas práticas de luta e iniciaram um processo de denúncias, tanto no contexto nacional quanto internacional, sobre o descaso do Estado em relação à sua cultura e aos seus direitos. A partir desta mobilização política a recuperação de seu território tradicional (de 1500 hectares) foi possível. Conquistaram assim, o Tekoha Añetete . Trata, ainda, da construção da identidade do grupo indígena que ao perder seu território ressignificou signos de sua cultura, ao preferir ser denominado pelo entorno regional com uma nomenclatura errônea, mas que possibilitava a visibilidade da diferença e da trajetória de sua luta.

Palabras claves: Guarani, territórios, identidade, Hidrelétrica de Itaipu.

Autores: Conradi, Carla Cristina Nacke (Universidade Federal do Paraná, Brazil / Brasilien)

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