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6123 - O 'memento mori', em fotografias vernaculares da América Latina

Tanto a fotografia vernacular como especificamente os retratos da morte são assuntos ainda pouco estudados da fotografia lationamericana ainda que sejam tópicos que recentemente ganham crescente atenção. Na mídia e na discussão pública predominam cenas da violencia, das guerras urbanas e de suas vítimas, geralmente imagens chocantes. Esta comunicação enfatiza um aspecto mais discreto e íntimo da fotografia latinoamericana: o ´memento mori´, o retrato da morte dentro do espaço doméstico. A fotografia, na sua fixação da última imagem, não apenas serve como documentação da memória familiar, como documento histórico, mas ela própria faz parte do ato da despedida e do luto, ganhando facilmente uma função psico-social de sublimação. Através da mosta de uma sequencia de imagens tenta-se reconstruir algo da identidade e do imaginário sobre a morte na América Latina, sobretudo marcado pelo catolicismo em que transparece a idéia do sacrifício, da oferta, do pagamento de promessas, da pureza e do pecado. A próprio gesto fotográfico pode ser considerada segundo as palavras da autora Susan Sontag, um ´o inventário da mortalidade´. A imagem fotográfica, além de representar um mecanismo de memorização, carrega uma memoria social, uma relação que não apenas se estabelece dentro da comunidade atual, mas também entre gerações anteriores e futuras, sendo elemento da identidade cultural. A comunicação ainda enfatiza o trabalho de vários autores da fotografia latino-americana que contemplam, em suas obras, tradições da fotografia vernacular.

Palavras-chaves: Fotografia vernacular, Memento Mori, América Latina, Anjinhos

Autores: Titus Benedikt, Riedl (URCA-Universidade Regional do Cariri, Brazil / Brasilien)

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