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4983 - Histórias de Gente sem Qualidade:Mulheres de cor entre Recife e Luanda no XVIII

A sociedade colonial que se formou na Capitania de Pernambuco, mas também em Angola, não fugiu no que tange as generalidades ao perfil das outras urbes coloniais. Assim, tanto no Recife quanto em Luanda foi marcante a presença de mulheres negras livres, forras, mestiças envolvidas no pequeno comércio a retalho. Mas a rua além de ser um lugar onde essas mulheres realizavam as possibilidades de sobreviver era também um lugar de sociabilidade, onde o trabalho mesclava-se a outras trocas que iam do afetivo as mais vis disputas. Celebrava-se a vida quando se buscava meios para a sobrevivência através do mais variados expedientes e produtos. As tramas, saídas, bricolagens foram como fórmulas para garantir o sustento e demonstram que na precariedade do cotidiano tudo se acomodava das formas mais inesperadas e surpreendentes. Nossa pretensão nesse trabalho é apresentar um cenário das urbes, Recife e Luanda, demonstrando que trabalho e congraçamento entre as mulheres criavam um cenário de contínuo burburinho, uma festa cotidiana sem nome de santo que tocava a vida e garantia o pão de cada dia.

Palabras claves: Cotidiano ¿ Mulher ¿ Trabalho ¿ Cultura - Sobrevivência

Autores: Suely, ALMEIDA (Universidade Federal Rural de Pernambuco, Brazil / Brasilien)

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