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10780 - Os portugueses na Misericórdia do Rio de Janeiro, 1800-1822

As irmandades de Nossa Senhora da Misericórdia foram as principais instituições de assistência à pobreza em todo o império português ao longo da época moderna. Paradigmas da caridade institucional, esses estabelecimentos convergiram as elites de suas respectivas localidades conservando um papel relativamente homogêneo no que dizia respeito à participação nos quadros diretivos. Em Portugal, desde pelo menos o compromisso de 1618, a entrada estava, grosso modo, restrita aos homens e cristãos-velhos. Na América portuguesa, diante do grande número de mestiços, a participação privilegiou os brancos, em detrimento dos miscigenados. A presente comunicação discutirá o papel social dos homens de origem portuguesa na irmandade do Rio de Janeiro, no início do século XIX. Ao longo do século XVIII, o Rio de Janeiro se firmou como a principal cidade da América portuguesa e recebeu um grande afluxo de reinóis, marcadamente a partir do contexto de transferência da corte para a cidade em 1808. Dentro dessa perspectiva, a Misericórdia mostrou-se aberta à entrada de portugueses, ocupados, em grande medida, com o comércio. A partir das matrículas dos irmãos é possível traçar algumas características gerais dessa população que dinamizou a vida econômica e social da cidade no início do século XIX.

Palabras claves: Santa Casa de Misericórdia; Rio de Janeiro; assistência; elites

Autores: Franco, Renato (USP, Brazil / Brasilien)

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