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3316 - Legados que atravessam mares protegendo pobres de uma terra lusa.

A Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, durante toda a segunda metade do século XVII e século XVIII, viu o seu património aumentar e enriqueceu consideravelmente, graças aos inúmeros legados que foram entrando na casa. Muitos deles, cerca de trinta, para este período atravessaram o Atlântico.

Arrifanenses nas Terras de Vera Cruz, muitos deles filhos segundos procurando a sorte, mercadores ambiciosos e padres ciosos de evangelizar o Novo Mundo, enriquecem a custa do ouro descoberto na região de Minas Gerais e na hora de preparar a sua morte não se esquecem da terra que os viu nascer.

Com o corpo no Brasil e o coração em Portugal redigem contratos e testamentos contemplando a Misericórdia de Penafiel, a qual legam avultadas somas, em troca de missas encomendando a sua alma a Deus, e deixando meios para dotar órfãs da sua terra, curar doentes, alimentar pobres ou mesmo dinheiro para que jovens de Arrifana pudessem embarcar para a terra prometida.

Palabras claves: Brasileiros, Misericórdia, Penafiel, legados.

Autores: Fernandes, Sofia (Universidade do Minho, Portugal / Portugal)

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