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9196 - A vida dos outros: como trabalhar com documentos da polícia política?

Depois da memória, a possibilidade de acesso e pesquisa nos arquivos “sensíveis” da polícia política, dos serviços de informações das Forças Armadas, dos órgãos de espionagem das atividades políticas desenvolvidas pelos cidadãos. As fontes da polícia política são produzidas em um contexto de perseguição política, campo no qual é comum a sobrevalorização da suspeita, num mecanismo de legitimação de suas atividades e de auto-sustentação do regime autoritário no interior qual atuam. A complexidade em analisá-las é acrescida quando se considera que muitas das pessoas investigadas pelos órgãos repressivos da ditadura militar brasileira (1964-1985) estão vivas e ativas, desempenhando funções de destaque no atual governo. Seria legítimo tomar esses documentos como fontes de pesquisa? Quais os objetos passíveis de serem estudados a partir desses acervos? Quais os critérios a serem levados em conta? Quais suas possibilidades e quais seus limites? Pretende-se discutir alguns aspectos metodológicos envolvidos no uso desses acervos a partir de uma experiência de pesquisa com os arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS), sobretudo com os documentos oriundos de um dos principais órgãos repressivos da ditadura militar brasileira, o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI).

Palavras-chaves: órgãos de informação, ditadura militar, transição democrática, arquivos sensíveis

Autores: Joffily, Mariana (Universidade do Estado de Santa Catarina, Brazil / Brasilien)

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