Logo

4021 - Memória e sensibilidade: estudos sobre fontes epistolares a partir da correspondência ativa e passiva de Lima Barreto

Cartas sempre foram escritas sob as mais diversas formas e cumprindo as mais variadas funções e, atualmente, escrever cartas é uma prática em extinção. Trocar correspondência é uma forma – social ou íntima - de se expor, compartilhar experiências cotidianas e/ou profissionais. Nas missivas, os atos de escrever e ler formam um binômio indissociável, onde autor e leitor/receptor participam ativamente do processo de sua constituição – enquanto texto e “lugar de memória”. Quando preservadas, apontam para usos e funções da cultura escrita que, como a arte ou a literatura, também contribuem para entender melhor cada época e cada sociedade com sua sensibilidade. O estudo dos registros epistolares, pelos historiadores, e, mais especialmente dentro do campo da História Cultural, foi efetivado recentemente e, desta forma, tornaram-se objetos e bens culturais. Como bens culturais são estudados no âmbito das “escritas-de-si”, ou seja, práticas de arquivamento do próprio eu, da própria vida. A memória, por sua vez, também está presente, como um registro, nas escritas pessoais de cartas. A partir da correspondência de Lima Barreto podemos re-traçar sensibilidades de uma época em que o Brasil passava por fortes transformações culturais (virada do século XIX para XX). A partir da pena deste escritor, que se sentia excluído em seu país, mas tinha forte influência de leituras e autores europeus, revelam-se memórias sociais tanto quanto emoçõe e sentimentos pessoais.

Palavras-chaves: cartas, memória, sensibilidades, literatura brasileira, Lima Barreto

Autores: weber santos, nádia maria (UNILASALLE, Brazil / Brasilien)

atrás

University of Vienna | Dr.-Karl-Lueger-Ring 1 | 1010 Vienna | T +43 1 4277 17575