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9764 - Antissemitismo no século XVI. Anacronismo?

Pretendo neste trabalho analisar a utilização do termo Antissemitismo aceitando sua extensão a qualquer período da história e a qualquer espaço, onde, tanto do ponto de vista ideológico, como prático, se manifestaram hostilidades contra os judeus. Tomando por base os estudos sobre a ação Inquisitorial no Brasil Colônia, notadamente da historiadora Anita Novinsky, busco entender como esse antissemitismo atuou através das limitações dos Estatutos de Pureza de Sangue, notadamente de cunho racista.

O anti judaísmo medieval diferenciava-se do antissemitismo de Portugal renascentista. O primeiro apoiava-se em bases religiosas, mesmo que o fundo fosse político e econômico. O antissemitismo da era moderna, que se acirrou depois de 1492-97, adquiriu um caráter eminentemente político, apoiado numa ideologia racial.

As Conversões forçadas em Portugal e Espanha criaram um fenômeno original: o do antissemitismo sem judeus. Utilizou como conteúdo da sua propaganda velhos argumentos medievais, acrescidos de novos elementos que anteciparam o antissemitismo do século XX. A conversão fez os convertidos pertencerem a “nenhum lugar”, a “nenhum tempo”, a “ninguém”. Tornou-se o “outro” indesejável, o excluso, o estrangeiro.

Palavras-chaves: Pureza de Sangue, Raça, Inquisição, Antissemitismo

Autores: ribeiro, eneida beraldi (Laboratório de Estudos sobre a Intolerância, Brazil / Brasilien)

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