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10622 - O Estado Integral: a incorporação totalitária sob as bênçãos de Deus

Na década de 1930, a Ação Integralista Brasileira uniu milhares de militantes sob o lema ?Deus, Pátria e Família?. A AIB propunha uma organicidade social amalgamada pelo Estado, pelo corporativismo, defendendo a representação por grupos de interesse, ou ofícios, que a Encíclica Rerum Novarum propugnava e que ecoara também da ideologia do fascismo italiano. A Doutrina do Sigma, conjunto de textos de divulgação dos ideais da AIB, usava como símbolo o Sigma (?), como soma do pensamento ocidental, excetuando as matrizes materialistas, advindas do pensamento iluminista, como o comunismo e liberalismo. Com a frase inicial ?Deus dirige o destino dos povos?, o Manifesto Integralista (1932) visava o Estado Integral, aquele absorve o homem, ser espiritual, incorporando-o como pai e trabalhador à Pátria sob o espírito cristão. Com o Estado Novo de Getúlio Vargas, em 1937, fechou-se a AIB. Seus líderes foram presos ou exilados. Entre estes, o Chefe Nacional, Salgado, que escolheu Portugal. Após a ?democratização?, em 1945, com a vitória aliada na Segunda Guerra Mundial, o integralismo se re-organiza no Partido de Representação Popular no qual, o ideal do Corporativismo retorna sob o nome de ?Democracia Orgânica?, tema que se evidenciou com a volta de Salgado do exílio, repercutindo a sua convivência com o Salazarismo.

Palavras-chaves: fascismo;corporativismo;nacionalismo, integralismo

Autores: da Silva Ramos Carneiro, Márcia Regina (Universidade Federal Fluminense, Brazil / Brasilien)

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