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2996 - O pensamento corporativista em Miguel Reale: leituras do fascismo italiano no integralismo brasileiro.

Dentro do movimento integralista brasileiro, o jurista Miguel Reale se destacou por vários motivos. Em primeiro lugar, pelo cuidado especial com que se dedicou à questão da organização do futuro Estado integralista. Em segundo, pela sua preocupação social, de atingir os operários e resolver a chamada “questão social” a partir da reorganização do Estado e da aplicação da doutrina corporativista. E, por fim, pela sua formação, tanto pessoal como educacional (já que de origem italiana e aluno da mais tradicional Escola secundária italiana de São Paulo), a qual foi muito marcada pela cultura italiana, o que o levou a uma especial influência do fascismo italiano no seu pensamento e na sua ação política. Este trabalho procurará explorar a concepção de Estado em Miguel Reale, a diferença entre o seu pensamento e o dos outros líderes do integralismo (como Plínio Salgado e Gustavo Barroso) no tocante ao Estado e como ele elaborou o programa corporativista do movimento. A sua concepção particular de corporativismo e a discussão sobre o tema dentro do integralismo serão enfatizados, assim como a influência do pensamento corporativista europeu e do fascismo italiano na sua teoria particular de corporativismo e de Estado. Por fim, dado o fato que ele acabou por participar do “Estado Novo” de Vargas, convém examinar como ele conseguiu reelaborar seus princípios fascistas e corporativistas para se integrar num Estado autoritário, mas que não era fascista e nem se tornou efetivamente corporativista.

Palavras-chaves: Fascismo italiano, integralismo, Miguel Reale, corporativismo

Autores: João Fábio, Bertonha (Universidade Estadual de Maeingá, Brazil / Brasilien)

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