Logo

5145 - Autoritarismo e Corporativismo: o Brasil sob o Estado Novo de Getúlio Vargas

Em princípios do século XX, o Brasil viveu um período de intensa busca de modernidade, marcado por acalorados debates entre políticos e intelectuais acerca dos rumos a serem futuramente trilhados pelo país. Nesse período, deve-se ressaltar que os limites entre os campos político e intelectual eram ainda pouco rígidos e, por isso, os intelectuais serão aqui entendidos tão somente como ‘profissionais’ da produção de bens simbólicos, tal como os define Ângela de Castro Gomes, os quais serão essenciais à legitimação dos regimes modernos, como seria o caso do Estado Novo brasileiro. A partir de meados dos anos de 1910 até pelo menos 1945, os ideais autoritários e corporativos se impuseram entre nossas elites políticas e intelectuais como condições para o desenvolvimento e a modernização do Brasil, a exemplo do que também ocorria em nações como Itália, Alemanha e Portugal.

A esse respeito, em termos políticos, intelectuais como Alberto Torres, Oliveira Viana e Azevedo Amaral tinham em comum a defesa de um regime forte e autoritário como o mais adequado à realidade nacional, em oposição ao suposto caráter exótico que atribuíam ao liberalismo democrático. Em termos de organização social e produtiva, estes mesmos intelectuais reivindicavam para o Brasil a adoção de um modelo corporativo, ainda que os dois primeiros tivessem uma visão mais agrarista de desenvolvimento, ao contrário do industrialismo defendido por Amaral. Analisar essas questões e de que modo estes intelectuais contribuíram para legitimar a implantação no Brasil de um regime com características autoritárias e corporativas se constitui no objetivo do estudo ora proposto.

Palavras-chaves: Autoritarismo, Corporativismo, Oliveira Viana, Azevedo Amaral, Estado Novo

Autores: Abreu, Luciano (PUCRS, Brazil / Brasilien)

atrás

University of Vienna | Dr.-Karl-Lueger-Ring 1 | 1010 Vienna | T +43 1 4277 17575