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4503 - Filantropia, Sociedade & Saúde: José Carlos Rodrigues, Fernandes Figueira e a proteção à infância no Rio de Janeiro (1909-1929)

A Primeira República é período de grande efervescência na vida cultural da cidade do Rio de Janeiro. A filantropia desponta como relevante elemento para o entendimento do período não só pelo caráter de utilidade social, mas também por incorporar, muitas vezes, as questões do mundo do trabalho, ao mesmo tempo em que ressalta outra característica do período: as reuniões sociais.

Percebe-se assim que uma parcela da elite carioca dirigia seu capital social, político e financeiro para a abertura de hospitais na cidade do Rio de Janeiro voltados para o atendimento aos pobres.

Nesse cenário veremos o encontro dos projetos de médicos e filantropos na cidade do Rio de Janeiro. Para fins dessa análise estaremos nos ocupando das relações estabelecidas entre Fernandes Figueira e José Carlos Rodrigues e a construção da Policlínica das Crianças da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Estarei levando em consideração dois pontos: a existência de outros conjuntos de médicos e filantropos no período ( Luiz Barbosa e os próceres de Botafogo, notadamente a família Guinle; entre Fernandes Figueira e José Carlos Rodrigues; e Moncorvo Filho e o grupo ligado ao Instituto de Proteção e Assistência à Infância; Simões Correia e a Santa Casa da Misericórdia), entre os médicos, vemos como ponto comum a militância pela pediatria. Mas as formas de organizar a assistência à infância era bastante diversa, como veremos. E a relação que se estabeleceu entre eles e a Faculdade de Medicina, tomando como exemplo os dois hospitais da Misericórdia carioca e os médicos neles envolvidos (Fernandes Figueira e Simões Correia).

Palavras-chaves: Filantropia, elite, assistência, saúde, Rio de Janeiro

Autores: Sanglard, Gisele (Universidade Severino Sombra, Brazil / Brasilien)

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