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7264 - Imprensa, transição e democratização

O objeto do estudo desta pesquisa é a relação entre os processos de transição do Brasil, Portugal e Espanha. Investigamos o papel que a grande imprensa destes países teve naqueles processos. A partir do Brasil, busca-se ver como refutavam ou se espelhavam nos processos espanhol e português. Da mesma forma, ver nos países ibéricos as formas de relação com o processo de saída das Ditaduras. A pesquisa está sendo realizada a partir de veículos de imprensa dos três países. O objetivo é perceber de que forma a imprensa agindo como agente político, aparelho privado de hegemonia (Gramsci), buscou apoiar determinados projetos, e ajudar a construir uma realidade que fosse favorável a esses projetos, em sintonia com as frações de classe às quais os veículos de pertencem. A construção de processos controlados, e que tivessem uma abertura "segura", e o controle sobre a classe trabalhadora, parece ser o grande elemento que perpassa os diferentes processos, não apenas da ditadura, mas da abertura e da democratização. Estudar cada processo e estabelecer as relações entre eles, não necessariamente de forma comparativa, mas sobretudo relacional é o objetivo. Nessa perspectiva, os processos de transição precisam ser vistos como fruto da reconfiguração do Estado, questionando a tese de que apenas com o fim das ditaduras ocorreu a emergência da "sociedade civil", porque ela foi claramente organizada e organizadora dos processos de transição (Fundação Araucária).

Palavras-chaves: transição, imprensa, ditadura, aparelhos privados de hegemonia

Autores: Silva, Carla (Unioeste / Universidade Nova de Lisboa, Brazil / Brasilien)

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