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7558 - O mestiço Espiritual no Brasil

No Brasil, a colonização européia - portuguesa, francesa e holandesa –, a escravidão indígena e negra produziram um encontro de etnias e de culturas que gerou diferentes religiosidades mestiças. Desde o século XVI, diferentes deuses passaram a fazer parte do cotidiano dos que habitavam as terras do Brasil. O melhor exemplo da resistência à idéia da mestiçagem étnica e cultural no Brasil pode ser observado, por exemplo, nos primeiros estudos médicos e antropológicos publicados por Nina Rodrigues: “ Mestiçagem, Degenerescência e Crime ”, " Antropologia patológica: os mestiços ", " Degenerescência física e mental entre os mestiços nas terras quentes ".

Arthur Ramos - discípulo de Nina Rodrigues - foi um destes percurssores acadêmicos do evolucionismo cultural e hierarquizava assim as religiosidades brasileiras em graus de mistura – do jejê-nagô ao jejê-nagô-muçulmi-batu-caboclo-espírita-católico. Quanto mais miscigenado, mais degenerado. O evolucionismo biológico de Nina Rodrigues fora substituído pelo evolucionismo cultural de Arthur Ramos que introduziu o conceito de sincretismo (mais tarde substituído por bricolage, hibridação e seus sucedâneos), hoje estas mestiçagens são entendidas por “Escolas Espirituais”, segundo Rivas Neto.

As religiões afro-brasileiras são o melhor espelho de como se transformou, ao longo do tempo, a idéia do mestiço espiritual no Brasil.

Keywords: miscigenação, sincretismos, religiões afro-brasileiras

Author: Luz, Antonio (FTU - Faculdade de Teologia Umbandista, Brazil / Brasilien)

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