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10313 - Ações institucionais, Direitos Humanos e projetos pessoais nas políticas para meninos em situação de rua no Rio de Janeiro

A condição da juventude vivendo nas ruas do Rio de Janeiro tem sido abordada por dois eixos principais: o primeiro a insere no âmbito dos Direitos Humanos e da inclusão social e vê os meninos como sujeitos de direito; o segundo, que é a matriz mais comum das políticas municipais, apela para a ordenação do espaço público através do recolhimento, da repressão e vê os meninos como criminosos potenciais ou de fato. A visão de que a ida para a rua é tão somente uma ruptura, uma falha na carreira moral desejável, parece predominar entre planejadores dessa “ordenação urbana”. Mas ir e, sobretudo, fixar-se nas ruas é um movimento ativo de criação de redes e códigos sociais em substituição a condições perversas. Isto é, a rua é um momento de migração entre uma vulnerabilidade e outra. E pode ser um projeto, uma elaboração subjetiva dos atores que precisa ser levada em conta nas políticas que esperem reverter eficazmente este quadro. Este artigo propõe problematizar a ausência de um diálogo entre as políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes em situação de rua e a subjetividade dos indivíduos que formam sua clientela.

Palavras-chaves: Direitos Humanos; Meninos de rua; Políticas Públicas; Subjetividade

Autores: Silva Filho, Dario (UERJ, Brazil / Brasilien)
Co-Autores: Brandão. Beatriz

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