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11610 - Sob Mantos Imperiais

O manto de Pedro II, imperador constitucional do Brasil (reinou de 1831 a 1889), trazia uma notável diferença com relação aos congêneres europeus, confeccionados via de regra com arminho: estava forjado com penas de papo de tucano, uma ave típica das florestas tropicais da América do Sul. Simbolizava, assim, a adaptação do ritual imperial, de origem romana, às terras americanas. Por outro lado, o cocar de Montezuma, penúltimo imperador asteca (chamado em espanhol "Penacho de Moctezuma"), enviado por Cortez a Carlos V à corte vienense, até hoje "mora" em Viena, Áustria: é uma relíquia pré-hispânica que simbolizou o domínio forâneo no México; sua ausência simbólica é até hoje ressentida pela população local. O presente ensaio reflexiona sobre esses mantos e sobre o translado dos modi colonizadores em diferentes momentos históricos e civilizacionais.

Palabras claves: Ritualística imperial; translado de modalidades de colonização.

Autores: Costa, Horácio (Universidade de São Paulo, Brazil / Brasilien)

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