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4335 - Construções complexas em Kamaiurá

O trabalho apresenta uma análise de construções complexas da língua Kamaiurá (família Tupi-Guarani, Tronco Tupi) tomando como ponto de partida as propostas de Givón (2001; 2006), Comrie (1976), Keenan & Comrie (1977), entre outros.

Tipologicamente, o Kamaiurá está situado no ponto mais baixo da escala de dimensões de finitude (Givón, 2001: 26-27). Todas as orações subordinadas da língua ou são totalmente nominalizadas ou apresentam morfologia menos finita.

São examinadas as correlações entre propriedades semânticas de verbos das três principais classes propostas por Givón (2001: 40-41) - (i) modais, (ii) de manipulação e (iii) de percepção/ cognição / enunciação e a forma de seus complementos, incluindo a codificação dos participantes, em cada caso. Verbos das 3 classes admitem complementos nominalizados, com restrições no que se refere a verbos aspectuais intransitivos (‘começar’, ‘continuar’, ‘parar’), cujos complementos têm o verbo no gerúndio. No caso de verbos modais e aspectuais transitivos a língua faz uso da sufixação de raízes verbais (co-lexicalização), paralelamente à nominalização, e esses distintos recursos codificam distinções semânticas. De particular interesse são construções em que vários conceitos que são expressos em outras línguas por verbos das três classes mencionadas são veiculados em Kamaiurá por meio de outros recursos, como partículas modais que ocorrem em segunda posição da sentença. O processo de gramaticalização desses elementos está ainda em via de estudos.

Palabras claves: construções complexas, classes de verbos, partículas

Autores: Seki, Lucy (UNICAMP, Brazil / Brasilien)

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