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5577 - ALFONSO REYES E ACONSTRUÇÃO DO DIÁLOGO ENTRE AS AMÉRICAS

A publicação do ensaio Ariel, do uruguaio José Enrique Rodó, em um contexto em que os EUA mostravam seu poder de intervenção no continente americano sob a égide da Doutrina Monroe, gerou insurreição nos intelectuais latino-americanos, inspirados em buscar a essência dalatinidade do bloco das repúblicas ao sul dos Estados Unidos, rejeitando a imitação aos padrões utilitários estadunidenses. O mexicano Alfonso Reyes posicionou-se como um dos herdeiros da concepção cultural de Rodó, reelaborando o paradigma do intelectual latino-americano e, diferentemente de alguns de seus contemporâneos, incluía os Estados Unidos na sua concepção de América. Por meio de ensaios, a forma de literatura que mais contemplava as meditações livres dos pensadores do início do século XX, pela facilidade de poder combinar lirismo,ciência e história, Reyes desenvolveu e defendeu sua visão utópica a respeito do Novo Mundo e colaborou com a busca da noção de identidade que permeou as obras dos escritores modernos comprometidos com o futuro da América. Para ele,a América sempre fora pressentida como a sociedade organizada e harmoniosa que se oferecia à Europa como um modelo das melhores experiências humanas. Mesmo conhecendo a fragmentação e a fragilidade de comunicação entre as repúblicaslatino-americanas dos anos 1930, tinha uma inquebrantável confiança na união do continente e no destino predestinado para ele. Aproveitou as ocasiões em que discursou para a elite do continente para propagar o sonho de uma América coerente e sem violência ou enfrentamento.

Palabras claves: Intelectuais latino-americanos, Essência da latinidade, Identidade, Utopia.

Autores: Norte, Angela (CEFET/RJ - UFF, Brazil / Brasilien)

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