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6520 - O CONTO, A ÉTICA E O CABOCLO AMAZÔNICO.

A literatura amazônica não existe ou está, ainda, em fase embrionária, como alegam alguns autores regionais. Outros corroboram com a idéia de que “não há uma literatura amazônica, mas uma literatura que se escreve na Amazônia”, a exemplo do manauara Márcio Souza. Para o contemporâneo do autor de Galvez, o Imperado do Acre , o ensaísta acreano Jorge Tufic, a literatura produzida na região não só existe como é e está presente, porém, defende a idéia de que não podemos analisá-la fora do contexto da própria literatura amazônica, que é única e ao mesmo tempo universal. Com o advento do movimento modernista brasileiro em 1922, que trazia em seu âmago o espírito renovador sobre aquilo produzido nos vários campos da literatura e estética, a produção literária nortista, em especial a literatura amazonense, não ficou imune a essas influências modernistas, ultrapassou aqueles primeiros muros temáticos, quais sejam: a selva misteriosa, o período de exploração da borracha, do seringueiro, os indígenas, os caboclos, e voltou seu olhar, motivada por esse rompimento de paradigmas e busca de novos tempos, para a paisagem contida, agora, no homem citadino, denunciando as suas mazelas sociais, sem esquecer, entretanto, a essência e raiz interiorana formadora desse próprio homem.

Palavras-chaves: Literatura, Amazônia, Caboclos, Identidade, Ética.

Autores: Medeiros, Carlos (IFSUL - BRASIL, Brazil / Brasilien)

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