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6596 - A agenda de defesa e segurança das Américas: percepções e conceitos

A alteração das relações internacionais e da política internacional observada desde o final da Guerra Fria estimulou o fortalecimento de processos de cooperação regional. O continente Americano, em particular, experimentou um processo redefinidor de idéias e de instituições integrativas. Sobretudo no campo da defesa e da segurança, a alteração na percepção dos Estados levou-os a direcionar esforços à consolidação de mecanismos e ações coordenadas. O propósito de consolidar a segurança coletiva suscitou discussões sobre a necessidade de se recontruir conceitos, redefinir identidades e pensamentos sobre a segurança regional. No fim do século XX, a maioria dos mecanismos politicos regionais encontravam-se sob liderança norte-americana, o que, adicionado a outros fatores, gerava decrescente comprometimento sul-americano na discussão de temas da agenda de defesa. A partir dos eventos de 11 de setembro de 2001, o processo de redefinição e reconstrução de idéias, conceitos e identidades se intensificou. Tais alterações foram evidenciadas quando o nível das discussões passou do continental ou hemisférico para o micro ou sub regional. Na prática, novos mecanismos institucionais surgiram e influenciaram no declínio do prestigio de instituições continentais, como a OEA. Assim sendo, pretendo discorrer sobre a emergência das novas instituições, como o Conselho Sul-Americano de Defesa da Unasul, sob a compreensão de seus membros sobre o conceito de segurança, bem como as iniciativas de construção de uma identidade em defesa.

Palabras claves: segurança, defesa, integração regional, identidade, percepções

Autores: Lage de Oliveira, Ana Paula (Programa de Pós Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas, Brazil / Brasilien)

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