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4222 - O presbiterianismo brasileiro no período da ditadura militar (1964-1985)

O golpe de 1964 no Brasil instituiu o regime militar que pôs fim ao governo civil de João Goulart. Neste contexto, a Igreja Presbiteriana buscou se relacionar politicamente com o Estado, permitindo divergências eclesiásticas internas no seu posicionamento frente às questões éticas, sociais, políticas e econômicas situadas dentro do contexto do regime militar e da Guerra Fria. Questões como o modernismo, comunismo e ecumenismo passaram a ser rechaçadas pelas lideranças do presbiterianismo brasileiro, o que sintonizou o seu apoio ao regime militar, conforme demonstra os artigos nos jornais do período. As figuras como Richard Shaull, Rubem Alves e Paulo Stuart Wright não tiveram mais espaço para fazer uma autocrítica do papel social que o presbiterianismo brasileiro deveria seguir, e foram por isso, desligados da referida instituição devido as suas respectivas trajetórias que buscavam seguir, pressionados pela ditadura militar. Buscou-se, assim um silenciamento de uma esquerda evangélica para preservar a sobrevivência de uma instituição numericamente pequena dentro do contexto da religiosidade brasileira durante o regime militar (1964-1985). A liderança conservadora calvinista buscou afirmar-se como supostamente “apolítica”, o que na prática significou o apoio ao modelo político vigente.

Keywords: igreja presbiteriana, ditadura militar, comunismo, modernismo e ecumenismo.

Author: Guilherme de Moura Paegle, Eduardo (UFSC (Brasil), Brazil / Brasilien)

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