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6898 - Diálogos possíveis entre teorias indígenas e não indígenas: o desafio de repensar e refazer metodologias e conceitos voltados à investigação antropológica

A proposta aqui é refletir sobre perspectivas metodológicas e conceituais trazidas à tona por pesquisadores/intelectuais indígenas com o objetivo de pensar a si próprios e suas sociedades. O que se pretende é abordar o reconhecimento às teorias nativas como teorias que dialogam com o pensamento não indígena em pé de igualdade, rompendo com a pretensão ocidental de que historiadores, linguistas e, em especial, antropólogos seriam os únicos capacitados a falar em nome dos povos indígenas e, a partir de suas experiências, elaborar conceitos e teorias. O foco deste trabalho é o conceito de comunalidad apresentado por dois antropólogos indígenas de Oaxaca, no México: Floriberto Díaz Gomes (Mixe) e Jaime Martínez Luna (Zapoteco). A proposta é um esforço de leitura e análise do cotidiano indígena baseado num evento comum a estes povos: a vida em comunidade. A questão que se coloca é a de como se faz possível concretizar a proposta de diálogo entre teorias indígenas e não indígenas. É realmente praticável elaborar conceitos, teorias e/ou metodologias que sejam propriamente indígenas e, ao mesmo tempo, cognoscíveis ao mundo não indígena? E são as epistemologias que se colocam até então como “centrais” capazes de dialogar com tais concepções? Este trabalho propõe-se, assim, a refletir sobre a elaboração de uma teoria propriamente indígena, a comunalidad , que representa um real desafio para a construção de conhecimento baseada no modelo “ocidental” e um caminho na busca por fazer “outra” antropologia.

Palabras claves: Comunalidad indígena, "outra" antropologia, diálogo intercultural

Autores: Tavares, Clarissa (Universidade de Brasília - UNB, Brazil / Brasilien)

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