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5385 - AS CRIANÇAS INDÍGENAS E OS PROCESSOS DE DEMARCAÇÃO DE TERRA

Este artigo visa analisar os conhecimentos nativos construídos pelas crianças através da minha experiência de pesquisa realizada entre crianças indígenas Tentehetara-Guajajara. Através de uma análise dos saberes locais destas crianças e sua interação com o ambiente natural e a cultura a que pertencem pretendo argumentar em favor do reconhecimento das crianças como importantes sujeitos nos processos de demarcação de terra, pelo fato destas não estarem ausentes destes processos, serem claramente afetadas por eles, serem sujeitos interessados e possuírem vínculos com a terra e representações diversas desta tanto quanto os adultos destas comunidades. Ademais, as pesquisas desenvolvidas entre crianças indígenas demonstram que as crianças têm opiniões próprias sobre o processo e a sua relação com a terra, estão atentas as demandas da comunidade, e compartilham os conhecimentos nativos além dos demais sinais diacríticos da cultura na qual estão inseridas. Por esta razão, as crianças se constituem como importantes interlocutores para os laudos antropológicos. Este artigo parte de um diálogo com as discussões atuais sobre teorias do conhecimento (BARTH 1995, 2002; CARNEIRO DA CUNHA 2009; COHEN 2010; INGOLD 2000, 2002, 2004, 2010; LASMAR 2009; MALCOLM 1982) com as situações diversas de aprendizagem (ANTONELLA, 2001; COHN 2002) e as pesquisas realizadas por mim entre as crianças indígenas Tenetehara-Guajajara do Maranhão, Brasil.

Keywords: Crianças, Saberes Nativos, Aprendizagem, Demarcação de Terra.

Author: SOUSA, EMILENE (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA/UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO, Brazil / Brasilien)

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