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5070 - Políticas urbanas e processos de patrimonialização

O processo de patrimonialização nas cidades está a fazer parte de políticas de “requalificação” urbana. Estes projetos de intervenção na urbe têm como um dos principais objetivos a conversão de estruturas arquitectônicas em património e a transformação de espaços vernaculares em áreas “enobrecidas” voltadas para novos usos e apropriações, especialmente relacionadas ao turismo e ao lazer. Essa política está sendo executada em diferentes cidades de acordo com as suas características históricas e arquitectónicas e pode ser definida como um fenómeno urbano contemporâneo. A dinâmica de reordenamento do território está conduzindo as transformações de espaços da cidade em “mercadorias” e a conversão de sentido de alguns equipamentos em elementos de modernização e reforço de uma imagem competitiva das cidades. Esse processo vem contribuindo para diversos questionamentos acerca dos critérios da identificação de estruturas arquitetonicas em património. Está a existir também uma disputa simbólica a respeito da autoridade dos discursos no processo de patrimonialização de equipamentos urbanos, especialmente entre decisores públicos e arquitetos. Assim sendo, além de reflectir sobre os impactos sociais e simbólicos que a urbe está a vivenciar com a implementação dessas políticas urbanas e os processos de patrimonialização o objetivo desta comunicação é apresentar uma análise dos discursos dos gestores e arquitetos responsáveis por projetos de intervenção nas cidades de Fortaleza, no Brasil, e de Almada, em Portugal.

Palabras claves: Patrimonialização, requalificação, política urbana, gestores e arquitetos.

Autores: Bezerra, Roselane (Universidade de Coimbra, Portugal / Portugal)

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