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3862 - Trabalho e masculinidade: intensificação, precarização e construção identitária

Os estudos de gênero no trabalho, desde os anos 70, tem privilegiado questões referentes ao trabalho de mulheres, uma vez que a própria noção de trabalho e classe sempre foi considerada como "masculina". Ao propor que a classe trabalhadora tem dois sexos, além de raça e etnia, o trabalho dos homens enquanto especificidade e elemento construtor de identidade, não apenas de classe, profissional ou ocupacional, mas também pessoal e cultural tem sido desconsiderada. Mesmo os estudos sobre masculinidade tem privilegiado a questão da identidade sexual e de gênero no qual o trabalho é uma varável secundária. Este paper busca analisar a construção da masculinidade como um aspecto intrínseco das formas como o trabalho é organizado e justificado culturalmente e economicamente a partir de elementos como intensificação, riscos e desafios. O "trabalho de homem" justifica a exploração e intensificação do trabalho, assim como comportamentos de risco a saúde vinculados a estratégias utilizadas pelos trabalhadores para suportar extensas jornadas de trabalho e precárias condições de sua execução. Discutimos tres categorias de trabalhadores: construção civil, motoristas de caminhão e operários metalúrgicos, analisando mudanças e permanências no atua l o contexto de flexibilização do trabalho e em que medida afetam a construção de identidades de gênero.

Palabras claves: construção da masculinidade, identidade masculina e trabalho

Autores: Lima, Jacob (Universidade Federal de São CArlos, Brazil / Brasilien)

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