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6117 - Economia Popular Solidária e cotidiano de trabalho: trabalhadoras, identizações e tomadas de posição

A emergência de novos atores no mundo do trabalho e no âmbito de atuação de movimentos sociais nos últimos decênios tem demandado pesquisas concernentes aos processos formativos que a constituem. Assim, a proposta contempla o diálogo com trabalhadoras atuantes em iniciativas da Economia Popular Solidária (ECOSOL) e que, ademais, são educandas da rede municipal de ensino de Porto Alegre, Brasil. Propõe-se, mais especificamente, a compreender como os sujeitos atuantes em tal movimento social constroem seus processos de identização (conforme Melucci, 2004), destacando saberes e estratégias construídos nas atividades de trabalho e, também, as contribuições das práticas escolares na produção de suas tomadas de posição. Para tanto as elaborações de Alberto Melucci, José de Souza Martins e Pierre Bourdieu são os principais aportes teórico-metodológicos utilizados. A partir de mapeamento junto às escolas da rede pública e agentes de fomento à ECOSOL, a investigação buscou delimitar unidades para imersão etnográfica, considerando-as “casos particulares do possível” (Bourdieu, 2007). Assim, amparado na produção de narrativas diversas (conversas informais, entrevistas semi-estruturadas e produções fotográficas), a pesquisa vem problematizando a produção de identidades no mundo do trabalho. Identificou-se que as trabalhadoras aportam saberes construídos em trajetórias marcadas por sua condição de gênero, reproduzindo modos de organização do trabalho comuns ao espaço doméstico e com escasso reconhecimento do lugar das práticas escolares em suas tomadas de posição. De outra parte, constituem um processo de identização perpassado pelas responsabilidades administrativas de iniciativas autogestionárias, vivenciadas na tensão entre o pertencimento à Economia Solidária (e aos preceitos de humanização que esta preconiza) e as necessidades produtivas relativas à subsistência no sistema capitalista, no qual os empreendimentos vivenciam uma inclusão precarizada (Martins, 2008).

Palabras claves: Identização, Tomadas de posição, Economia Popular Solidária, Trabalho

Autores: Leandro, Pinheiro (UFRGS, Brazil / Brasilien)

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