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4454 - Construção das Identidades na Cidade: Memórias açorianas

Ao se pensar na cidade como uma multiplicidade de raças, cores e etnias, percebe-se que os grupos de imigrantes instalados formaram “faces” distintas, como se pode notar em bairros, ruas, monumentos, espaços públicos, cooperativas, indústrias, fazendas, casas, lugares de memórias, entre muitos outros que, de alguma forma, formatam a organização de um elo com o país de origem. Os portugueses de forma geral se espalharam pela cidade de São Paulo e habitaram diversos bairros, como é o caso do “Bom Retiro, Belenzinho, Mooca, Bexiga e Brás. No início do século XX, portugueses já habitavam bairros como o Tatuapé, Casa Verde, Pinheiros, Ponte Grande”. Além desses bairros, novos espaços construídos pelos portugueses também podiam ser vistos na Vila Gumercindo e no Itaim Bibi, em cujas chácaras passaram a cultivar verduras, legumes e flores, além da criação de vacas leiteiras. Na atualidade, os portugueses não se concentram em lugares específicos, mas algumas organizações se estabelecem nas quatro zonas que separam a cidade. Esse trabalho tem o intuito de buscar nas formações socioespaciais as identidades que se formaram, transformaram e recriaram temporalmente com o processo de imigração na cidade de São Paulo, especialmente pelos açorianos.

Palavras-chaves: Cultura, identidade, território, imigração, cidade.

Autores: ELIS, ANGELO (UFRRJ, Brazil / Brasilien)

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