Logo

11662 - Primeira menstruação e posparto no Rio Negro. Transformações das práticas e dos saberes

Os habitantes de Santa Isabel do Rio Negro foram considerados por muito tempo por caboclos, mas hoje a maior parte deles se declara indígena. Uma grande proporção das étnias indígenas do Rio Negro esta representada nessa cidade. Os mais numerosos são os Baré, em teoria um povo arawak que perdeu a sua lingua a favor do nheengatu, em realidade pessoas de ascendencia arawak ou tukano, que perderam a sua lingua ou esconderam a sua identidade. Os ritos de puberdade eram fundamentais em um contexto tradicional. Em Santa Isabel, os ritos masculinos já não são praticados, mas ainda tem familias que praticam os ritos de primeira menstruação, mesmo não completos, e respeitam as proibições e prescrições alimentares, assim como o benzimento dos alimentos que são reintroduzidos progressivamente na dieta. Esse tipo de práticas acontece tambem no caso do posparto. Varios tipos de discursos existem em relação com esses práticas e saberes. Tem pessoas que deixaram essas práticas, outras que negam segui-las e outras lamentam a sua perda ; as que chegaram recentemente do Alto Rio Negro falam da perda cultural e da ignorancia dos habitantes de Santa Isabel. Ao mesmo tempo, nesse contexto multicultural, os benzedores não são sempre da étnia dos que os procuram. Assim possivelmente acontecem trocas de saberes.

Palavras-chaves: Brasil, Amazônia, Rio Negro, saberes, ritos

Autores: katz, esther ( , Austria / Österreich)

atrás

University of Vienna | Dr.-Karl-Lueger-Ring 1 | 1010 Vienna | T +43 1 4277 17575