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6388 - Diálogos Interculturais, desafios da escrita no Brasil que se acredita plural

O estabelecimento de diálogos interculturais na America Latina e em especial no Brasil é um desafio radical, pois implica em trabalhar com povos e populações tradicionais, fato que produziu poucas interrogações – até os anos 70 do século passado – no tensionado campo de trabalho da Antropologia. Os profissionais atuantes desde então foram treinados para compreender a diversidade, mas o treinamento se limitou a explicar o “outro“ e não a trabalhar em conjunto. Na contemporaneidade, por força do movimento em favor da descolonização e da crescente ascenção dos Direitos Humanos, há esforços por parte da Antropologia em conceber a diversidade e abrigar o pluralismo tendo em conta as circunstâncias globais que afetam o etnodesenvolvimento de grupos sociais com os quais se mantém interlocução. Considera-se para fins do trabalho situações vividas intensamente, após o advento das políticas afirmativas, ainda insuficientemente estudadas, que compreende a elaboração conjunta de reflexões feitas, por pessoas indigenas e antropólogos, sobre situações antes explicadas, “apenas“ pelos antropólogos. Tenta-se orientar o trabalho a partir de questões consideradas “nós (desafios) a desatar (enfrentar)“: como equilibrar relações, ainda, assimétricas ? Como ter informações no campo de interlocução que se modificou? Como considerar a tradição oral em “escritos por nós“ (indígenas e antropólogos)? E como desatar os “nós“ (desafios) da nova escrita?

Palavras-chaves: Interculturalidade, Ética, Pesquisa, Comunicação escrita ¿por nós¿.

Autores: Beltrão, Jane Felipe (UFPA/Brasil, Brazil / Brasilien)

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