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6294 - Mira, Chica...

Apresentação de filme e atuação performática que resultam de pesquisa em Antropologia da Performance. A autora contracena ao vivo com o filme, baseado em abordagem autobiográfica. A personagem, uma Carmen Miranda “queer” (referente a sexualidades dissidentes) e “clownesca” (inspirada na estética do grupo de teatro brasileiro dos anos 1970, “ Dzi Croquettes”), empresta ambigüidade na elaboração expressiva do tema da crítica aos papéis sexuais convencionais e à prática acadêmica convencional.Trata-se de um processo de criação no campo da arte da performance a partir de um ícone de brasilidade, isto é, incorporações da atriz, cantora e dançarina Carmen Miranda, vivenciadas em alguns momentos da história profissional e de vida da autora, portanto, de uma experiência estética em sua própria cultura. Entende-se nesta pesquisa que o artista performático propõe ao público, com seu script dramatúrgico, um exercício de reflexividade sobre a realidade. Subjacente a este entendimento, assume-se que a personagem incorporada é um “Outro” da própria pessoa, no sentido do “não não eu”, da teoria de Richard Schechner , e que a incorporação da personagem como “comportamento recuperado” é o modo pelo qual “eu” e “não eu” se tornam “não eu...não não eu”. O corpo em movimento e o corpo transformado ou “travestido” é o suporte da expressão artística enquanto lugar de incorporação da personagem.

Palavras-chaves: antropologia da performance, imagem e performance, Carmen Miranda

Autores: Müller, Regina Polo (Napedra-Núcleo de Antropologia,Performance e Drama/USP/Unicamp, Brazil / Brasilien)

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