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10021 - PENSAR GLOBAL E AGIR LOCAL: OS TERRITÓRIOS COMO CONTRAPONTO À CRISE SÓCIOAMBIENTAL

Apesar do slogan Pensar Globalmente Agir Localmente ter se originado no mundo do marketing empresarial, foi na ECO-92 no Rio de Janeiro que se generalizou na tentativa de implantação da Agenda 21 Global como um instrumento para se construir o desenvolvimento sustentável. Nessa Agenda se estabeleceram os princípios para que os países e regiões do mundo pudessem adotar as condições de sustentabilidade rumo ao crescimento econômico global, não predatório e não excludente. No entanto, a degradação ambiental se acoplou à desigualdade social, conduzindo a um cenário em que a miséria se confunde aos problemas ambientais. Será que a crise sócioambiental pode colocar limites ao crescimento econômico global? O território, lugar onde se articulam identidades culturais e potenciais produtivos ecológicos pode se constituir em uma agricultura em que se deva pensar localmente e agir localmente? Tendo como marcos teóricos a noção de territorialidade e os princípios da agroecologia é possível colocar a diversidade biológica e sócio-cultural no centro do desenvolvimento sustentável sem que isso implique em uma desconexão da realidade mundial. Não se trata de isolar as comunidades rurais do restante do mundo, mas de suas necessidades sociais e da potencialidade local dos recursos, desenvolver propostas que privilegiem as pessoas que ali se encontram. O pensar globalmente acaba por reger as decisões dos atores sociais, em especial os agricultores familiares, ao jugo do comércio global, fazendo-os atuar como agentes econômicos na defesa de interesses externos. E com isso instalar a homogeneização mercadológica tão cara ao capitalismo global. Ademais, enquanto se respeita a natureza e sua circunscrição produtiva localizada, sob a ação social solidária e coletiva, é de se esperar que, na medida em que as comunidades rurais sem miséria e fome em seus domínios produzam para si, também o façam para o restante do mundo

Palavras-chaves: sustainable development, territory, agroecology, family agriculture

Autores: CARMO, Maristela Simões do (Faculdade de Ciências Agronômicas, Brazil / Brasilien)
Co-Autores: COMITRE, Valeria (Instituto Agronômico, Campinas, Brazil / Brasilien)

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