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4694 - Uma Genealogia da Redução de Danos

No final da década de 1980 surge, no Brasil, as políticas de Redução de Danos que propõe um novo olhar sobre os indivíduos que fazem uso de substâncias psicoativas, tanto lícitas quanto ilícitas. Aqueles, que antes eram estigmatizados como criminosos e/ou doentes, passaram a ser reconhecidos como sujeitos de direito através do acesso aos programas de saúde disponibilizados pelo Estado. Não obstante, naquele momento também emergiam certas tecnologias de poder iniciadas séculos atrás por meio de verdades médicas, que passaram a capturar os indivíduos através de dispositivos de normalização e de segurança que, perpassadas pela razão governamental e pela razão de Estado, atuaram sobre a população por meio de saberes circunscritos em tudo aquilo que se referia às substâncias psicoativas. Este trabalho procura analisar as formas com que as políticas de redução de danos capturam os indivíduos por meio de práticas e discursos utilizados tanto pela saúde quanto pela segurança pública, resultando em uma biopolítica localizada nas atuais sociedades de controle.

Palavras-chaves: Drogas, Redução de Danos, Biopolítica, Governamentalidade

Autores: ROSA, Pablo (PUC-SP / FASF, Brazil / Brasilien)

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