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8473 - Ecopolítica e segurança climática

A chamada “questão ambiental” passou a ser produzida como um problema a mobilizar os Estados e sociedade civil a partir de princípios da década de 1970, tendo como marco a Primeira Conferência sobre o Meio Ambiente da ONU, a Conferência de Estocolmo, em 1972. Desde então, o tema foi ampliado e retrabalhado em encontros e documentos, como o Relatório “Nosso futuro comum” publicado pela Comissão Brundlandt, em 1987, e Agenda 21 publicada pela segunda Conferência da ONU sobre o Clima, realizada no Rio de Janeiro, em 1992. Depois de formulada como um problema para a sobrevivência do planeta e da espécie humana, o tema da ameaça ao meio ambiente passou a ser tratado como um perigo à segurança dos Estados. Esse processo, conhecido como "securitização" das mudanças climáticas se deu em meio à ampliação no leque dos problemas de segurança identificados pelos Estados no pós-Guerra Fria. Na sociedade de controle, a quantidade e intensidade dos fluxos transterritoriais colocou novos problemas para o exercício do poder político centralizado e apresentou outras "ameaças" à sua segurança, preservação e expansão. Os conflitos derivados das mudanças climáticas (as "guerras climáticas") passaram, nesse contexto, a ser considerados questões para a segurança do Estado e das coalizões de Estado. A fim de avançar na compreensão de como se redimensiona o dispositivo diplomático-militar na ecopolítica, propõe-se estudar a securitização da questão climática, a fim de perscrutar a emergência de um dos elementos que comporiam um novo dispositivo diplomático-militar não mais nacional e internacional, mas transterritorial e planetário.

Palavras-chaves: ecopolítica, segurança climática, securitização, guerras climáticas

Autores: Rodriques, Thiago (Universidade Federal Fluminense (UFF), Brazil / Brasilien)

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