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9777 - Política, polícia, controle eletrônicos e anarquia.

Hoje, vive-se um paradoxo: as Novas Tecnologias de Informação e Comuincação são tomadas como principal arma contra governos ditatoriais e a favor do que se nomeia como aprofundamento da democracia, mas são, também, o meio mais eficaz de se mapear uma área, monitorar fronteiras, registrar e controlar a circulação de pessoas, mercadorias e informações, criar bancos de dados. São usadas para articular manifestações, promover ataques a sites, realizar petições e abaixo assinados, coordenar ações de rua e são, muitas vezes, atravasssadas por intervenções de anarquistas. Com elas, no entanto, expande-se o que Passetti caracteriza como convocação à participação e promove-se visibilidades para os temas, problemas e pessoas de variadas procedências e interesses. Pela internet, cuida-se dos interesses pessoais e dos comuns . A internet é um mundo de regras e acessos controlados e autorizados, não há politização possível, mas uma política que intensifica os gostos por cuidar, monitorar, reivindicar e denunciar, enfim: policiar. A disseminação dos aparelhos eletrônicos abriu a possibilidade de incluir quase tudo em um único ambiente virtual controlado. Isto dá a cada cidadão o poder de ser fiscal do governo, das ações na cidade, das condutas alheias. Forja, desta maneira, subjetividades que aceitam ser controladas e que querem controlar. Realiza, assim, uma permuta democrática, negociando governos: da vida, dos outros e do planeta. Diante dessa caracterização, pergunta-se sobre a intensa circulação de material anarquista na web como resistências que se articulam ou capturas nos controles?

Keywords: política; polícia; sociedade de controle; resistências; anarquia

Author: Acácio, Augusto (Nu-Sol PUC-SP/FASM, Brazil / Brasilien)

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