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7926 - Medeia na Vila do Meio-Dia:contrato e polemica

O objetivo desta comunicação é a análise da peça Gota D’ Água (1975), de autoria de Chico Buarque e Paulo Pontes. Trata-se de releitura do texto Medeia , de autoria de Eurípedes. A ação se passa na Vila do Meio-Dia, favela da periferia do Rio de Janeiro, onde residem Joana e Jasão, os protagonistas. Entrecruzam-se ali os conflitos individuais, vinculados à relação amorosa entre Joana e Jasão, e os políticos, entre o proprietário dos barracos, Creonte, e seus moradores, cujos esforços para pagar o aluguel resultam infrutíferos. Verificar-se-ão os mecanismos por intermédio dos quais Chico Buarque e Paulo Pontes procedem ao rebaixamento do texto euripidiano – principalmente no que concerne ao plano da expressão – a fim de apreender a mundividência da peça dos compositores brasileiros, centrada no patriarcado e na desesperança.  

Dessa forma, faz-se compreender – em um duplo movimento de tempos históricos – a apropriação que o teatro brasileiro faz da peça trágica grega Medéia de Eurípedes (431 a. C.), revivida por meio da adaptação Medéia de Oduvaldo Vianna Filho (em 1972) e, sobretudo, da re-elaboração Gota D’água (em 1975) de Chico Buarque e Paulo Pontes, como forma de expressão da resistência democrática durante a ditadura militar no Brasil .    

Palabras claves: Euripides, rebaixamento, contexto politico-cultural brasileiro, apropriacao

Autores: Maria Luiza Guarnieri, Atik (Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brazil / Brasilien)
Co-Autores: Lilian, Lopondo (Universidade Presbiteriana Mackenzie, Sao Paulo, Brazil / Brasilien)

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