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4669 - retorno do Mictlán ¿ Dia dos Mortos ¿ ressignificações , práticas culturais e representações

No México pré-hispânico, os enterramentos eram realizados em lugares sagrados, perto dos cerros ou templos, junto com seus deuses, representados pequenas estátuas, além de um cachorro, que acompanhava o morto para que ele não errasse o caminho para o Mictlán (lugar dos mortos). Uma vez por ano, em agosto, retornavam para rever seus familiares e participar das festas organizadas em sua homenagem.Essas manifestações religiosas e profanas permanecem no imaginário de grande parte da população mexicana, com suas ressignificações, especialmente onde predomina a mestiçagem ou comunidades indígenas. Elas integram a cosmovisão de grande parte da população mexicana até os dias atuais.

Os relatos sobre o retorno do Mictlán consistem em narrativas ricas em detalhes sobre a vida dos antigos mexicanos. As histórias contadas , permeadas pelas tradições e mitos de fundação, indicam fortes traços da cultura cristã-ocidental, que traduzem o sincretismo existente naquelas práticas culturais, através da apropriação das representações introduzidas pela cultura européia.

Os relatos revelaram marcas identitárias encontradas nas sociedades mexicanas tradicionais, para a construção de seus mitos e história. As sociedades são capazes das mesmas transposições e reformulações do código simbólico da geração de novas oposições a partir das velhas, assim como as sociedades modernas.

Palavras-chaves: Tradição-Modernidade -Representações Simbólicas -Práticas Culturais

Autores: Maria Teresa, Toribio Brittes Lemos (Universidade do Estado do Rio de Janeiro_UERJ, Brazil / Brasilien)

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