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4766 - A BAHIA DOS MARAJÁS, DE MASCATES A LATIFUNDIÁRIOS

O espantoso crescimento da lavoura cafeeira no Sul da Bahia iniciado no período de 1860, quando existiam quantidades significativas de terras sem donos, as oportunidades de enriquecimento atraíam os aventureiros. A corrida desenfreada para o interior do Estado precedeu os interesses dos habitantes originários, tribos tupis e tamoios que logo foram expulsas ou dizimadas. O cacau e o açúcar em escala de prioridade eram produtos protegidos pelos auxílios governamentais, concessões e impostos reduzidos. A saga dos marajás nordestinos já começa com um verdadeiro conglomerado de latifundiários que conquistou os espaços regionais e de exportação. A Bahia exportou cacau, açúcar, fumo, café, couros curtidos, peles, piaçava, pedras preciosas e outros produtos. Na Região Sudoeste reinaram os imigrantes italianos, mascates que se projetaram socialmente como bem sucedidos comerciantes e dominaram as redondezas. Mudanças radicais ocorreram nas estruturas mentais e culturais alicerçadas pelas complexidades étnicas. Conflitos e enfrentamentos marcaram a construção de novas identidades repletas de significados e princípios, em processo de recuperação, que ora norteia a nova historiografia nordestina.

Palavras-chaves: Palavras-chave: Bahia ¿ Séc.XIX, Economia baiana, Imigrantes.

Autores: landim, maria luzia (UESB, Brazil / Brasilien)

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