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4977 - MARCA: ATIVO INTANGÍVEL DA MEMÓRIA

Marcas são signos, ícones, símbolos, que formam a estrutura de uma sociedade, influenciando nas formas de cultura dessa sociedade. E não existe sociedade sem cultura, sem marca, sem memória. Ao se observar o valor de uma marca, observa-se que tipo de discurso esta marca possui para convencer o consumidor de sua compra. Todo discurso se calca em signos, em marcas e mais marcas da memória. Produtos ou serviços protegidos por marcas registradas de memória falam de suas qualidades (e também de seus defeitos), de seus usos, de sua credibilidade, já que será por intermédio da marca que produtos e serviços ganharão o nobre espaço da memória humana. A marca que carregam lhes inscreverá credibilidade e valores materiais e imateriais. A marca atua na esfera do mágico, do que enfeitiça: do fetiche que distingue produtos e serviços. A marca se fixa sobre tais produtos e serviços, como uma bela tatuagem ou uma feia cicatriz (dependendo do uso que dela se fizer) e se instaura como um nome encantado, na mente do consumidor. Nascida da criatividade e da memória humana, a propriedade intelectual inicia-se de uma idéia, marco intangível, para se transformar em um bem, na maioria das vezes, lucrativo para o país, gerando desenvolvimento econômico e crescimento tecnológico. A marca registrada conta com a proteção da Constituição brasileira e da lei 9.279/96, específica para a regulamentação do uso e do registro da propriedade industrial. Entre o depósito da marca, no Instituto Nacional da Propriedade Intecletual, à concessão de seu registro estão envolvidos os mais diferentes interesses, sobretudo os comerciais, considerando-se o valor que uma marca é capaz de atingir. No trabalho, vai se tratar das relações entre a propriedade intelectual marca e conceitos de identidade, memória e linguagem. A partir da definição legal do termo marca no Brasil, vão se apresentar comentários e análises de alguns autores, a respeito das funções da marca no corpus da linguagem e nos tipos de memória em que pode ser registrada, discutindo-se o poder que esta marca detém na formação do imaginário, como fonte de desenvolvimento e também de consumo excessivo

Palavras-chaves: Cultura, marca, símbolo, memória, linguagem

Autores: Nunes de SantŽAnna, Cristina (INPI/UERJ, Brazil / Brasilien)
Co-Autores: Elisângela Santos

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